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Interagindo com o meio


Para Vygostky (1984) não é possível falar de desenvolvimento humano sem unir o processo de aprendizagem pelo qual o ser humano passa ao longo de sua vida, ou seja, o ser humano aprende com sua interação com o meio em que vive, esse processo é denominado de “funções psicológicas superiores”. Não podemos falar de aprendizagem sem falarmos do processo de ensino, no qual o professor acaba por intervir no processo de aprendizagem espontâneo ao estimular o aluno. Segundo Vygostky (1984) a interação com o meio é que vai formar esse individuo. Vivemos em um mundo colorido, diariamente somos estimulados mesmo sem nosso consentimento. Compramos sem precisar comprar, comemos sem ter fome e acreditamos no descrédito de promessas de políticos e líderes religiosos. Seguindo a linha de Vygostky vamos entender o meio em que vivemos como uma intervenção negativa, porque não sabemos utilizar os estímulos a nosso favor. A pedagogia das cores intenciona proporcionar ao educando a interação com o meio de forma saudável, ensinando a utilizar o que o meio oferece. O professor é o intermediário nessa fase, cabe a ele, estimular o educando com as cores, formando assim uma mente sã. Mente sã é aquela que bloqueia estímulos externos indesejáveis, tornando-se sã ao longo do período escolar.

A pedagogia das cores traz ao educando o equilíbrio mental, reestruturando o organismo. O homem vive em sociedade, cada ser é único e tem sua individualidade, mas vive no coletivo. Se está bem consigo mesmo, torna-se um facilitador da vida em grupo. Formando uma corrente: Eu estou bem, você está bem. Logo, todos estão bem e o ambiente é mais agradável e produtivo. Um ambiente escolar equilibrado proporciona o alcance ao objetivo oferecido.

Texto: Solange Depera Gelles

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