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A música e a Pedagogia das Cores


A música é um produto cultural e histórico, ela está presente em nosso cotidiano desde a antiguidade. O homem associou a música às tradições e sua vivência de mundo. Mas como será que as crianças enxergam a música? De que cor é a música que elas ouvem? Segundo estudos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, o cérebro humano é capaz de fazer relações entre cor e música. Em uma pesquisa realizada por essa mesma universidade, comprovou-se que as músicas agitadas levam as pessoas a pensarem em cores claras, e que músicas tristes, levam a pensarem em cores escuras.

Hoje é “normal” uma criança cantar músicas de adultos, muitas vezes com palavreado não apropriado à faixa etária. Mas há o que fazer? Sim, há o que fazer. A Pedagogia das Cores elaborou um trabalho extremamente pedagógico dirigido a esse público tão carente de exemplos positivos. Criamos uma turminha que leva ao conhecimento das crianças a utilização das cores de maneira correta, explorando ao máximo os estímulos que essas cores oferecem no livro Ianzito e a Turma dos Pinguinhos. As explicações são realizadas através da história que transmite de maneira lúdica conhecimento sobre as cores e esses estímulos. A partir do momento que a criança faz essa descoberta, o cérebro expande absorvendo os estímulos. Ah sim, falávamos de música! Com a preocupação em o que esse pequeno cidadão pode ouvir, elaboramos um CD que acompanha o livro. Nesse CD as músicas são inéditas, todas com a intenção de levar uma mensagem positiva para esse público tão exigente. As músicas poderão ser utilizadas nas escolas de Educação Infantil e Fundamental I.

Não podemos esquecer que a música motiva a dança, que no contexto geral cria uma visão crítica da livre expressão e estimula o bem estar com letras pensadas para essa faixa etária de 01 a 10 anos. Sabemos a importância da música na vida das crianças, mas vamos utilizar um filtro, para que essa formação não seja prejudicada pela emancipação de fases. Sendo assim, vamos deixar que nossas crianças sejam crianças. Cada fase deve ser tratada com o devido respeito por pais e educadores.

Texto: Solange Depera Gelles

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